terça-feira, 29 de março de 2011

Bovary


"Não teriam eles outra coisa a dizer? Os seus olhos, no entanto, transbordavam de palavras mais sérias; e, ao passo que se esforçavam por achar frases banais, sentiam-se ambos invadidos pelo mesmo encantamento; era como que um murmúrio da alma, profundo, contínuo, que dominava o das vozes. Surpreendidos e admirados por aquela nova suavidade, não pensavam em descrever a sensação ou descobrir-lhe a causa. As felicidades futuras, como as praias dos trópicos, projetavam, na imensidade que as precede, as suas molezas nativas, brisas perfumadas; e nós nos entorpecemos na sua languidez, sem nos importarmos com o horizonte que não avistamos ainda."
                                                                                            Gustave Flaubert - 1857.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sem mais

E é no curto instante que decido
o recomeço do verso
o início da canção

Seguir sem tempestade
Eis o meu ponto de partida

quinta-feira, 17 de março de 2011

o meu, o seu, o nosso

Também quero erguer o braço
e bradar aos vossos
Não é tempo de ceder
ou reivindicar
Faz-se tempo de viver
tomar pela força da mão do sonho
o que é nosso
Essa é nossa afirmação
Somente o nosso
Na força da mão, à ação!