sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Desesperança

Sabe, algo mudou.
Você me pergunta: O quê?
Te respondo: Nada especificamente.
Você indaga: Será que alguma incursão reflexiziva traz à tona o sentimento subserviente.
Te respondo: Sim, mas não em sua profundeza.

Damos as mãos e caminhamos, ainda que sem direção. É cedo pra afirmar a hora e o lugar que se pretende nosso. É cedo pra dizer somos dois.
Sigo como se a sombra de nossos corpos não progetasse àquela direção.
Mas, digo novamente. “Mas”. Sei que devo ir, como dizem, caminhar é prosseguir.
Eis a sina dos pobres da matéria.
Ainda que só e diante da sensação do fracasso, devo ir.

Se você vem? Isso ainda não sei.
A decisão ainda é sua.
E eu vivo toda a reflexão póstuma.

Minha alma projetou o desejo de ausentar-se
e eu fiquei vagando, penúmbrana.
Sem abóboras silvestres e doce de laranjeira.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Histeria

E se vc me desse a saída
Se eu a quisesse
se eu acreditasse na tentativa
talvez fossemos nós
e eu não me perdesse nesse vazio

Frases

Não escrevo pra ser lida, escrevo pra externar-me