segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sobre o dia dos pais! Faça presença, seja presente!

É difícil e entender e mais difícil ainda de explicar como algumas pessoas comportam-se diante de datas comemorativas ditas "comerciais". Sim, minha filha tem pai, sim ele é uma figura significativa no imaginário dela. Não, não quero que ela deixe de ter sua percepção sobre o seu próprio pai. E, sim, eu quero poder oferecer a ela a oportunidade de vivenciar outras experiências afetivas que a permita ter outras interpretações sobre a paternagem. Não gosto muito dessa noção dita de "papeis paternos". Se me questionam se a minha filha tem um pai que paga as suas despesas não hesito em dizer que sim. Se me questionam se a minha filha tem um pai que dá-lhe carinho e atenção... sim, ele também lhe oferece afagos. Meu incômodo não advém da execução desse dito "papel". Mas da representação que essa figura "pode" lhe oferecer.
Acredito que seja lugar comum a ideia de que um pai exerce importância na sustentação da formação psi de qualquer sujeito que esteja na condição de filho. Assim, como seria ingenuo da minha parte repetir a noção já comum de que todos, pais e mães, exercem essas funções dentro de suas limitações. No entanto, meu caro, entenda uma coisa: não somos uma rocha dentro de uma ilha.
Transitar entre os extremos é obstaculizar qualquer potencialidade criativa.
Seja mais vital, intervenha no exercício da paternagem de forma a possibilitar a irrupção desse ser humano em formação. O que me indigna mesmo são aqueles que exercem a paternidade por conveniência. Se decidiu oferecer o seu sêmen não esqueça de oferecer o aporte necessário pra execução das funções que o cuidado com o ser q semeou o exige.
Sem essa de que não tenho tempo pra isso ou para aquilo. O tempo não pára nem para você nem para o q o seu sêmen produziu. Seja criativo, cultive uma ideia paterna mais presente e afetuosa em todos os dia da vida do indivíduo q faz parte da sua "corte" biológica (!) Seja interventor em todos os dias, nos "comerciais" e nos "secundários", permita que a presença afetiva na vida "dos seus" faça parte da sua rotina. Seja capaz de ser mais do que uma representação de papéis!

sábado, 8 de agosto de 2015

Morreste-me

Essa sou eu





Há tempos aprendi que estar só pode ser uma dádiva, porque só se sente bem com o outro quem
está bem consigo mesmo. Individualidade e individualismo não caminham juntos...
Só quem sabe iluminar seu próprio caminho sabe superar seus medos, pq superação é poder olhar pra si e não repeti-los.
Mas pra isso tive que me deparar com um medo: acabar! Ainda tenho que aprender a terminar, fechar ciclos. Pois vi o quanto foi sofrível interromper desacordos invisíveis que me causam dor. E é na busca pelo fechamento desse ciclo que hoje digo: só mantenho o que se realiza em troca.
Se é pra amar sozinha prossigo amando a mim mesma!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Reencontro

Aos 33 anos me reconheci enquanto mãe. Passei por uma reviravolta na minha vida até perceber que podia exercer essa função sem medos. E retomar metas deixadas na cabeceira da cama, abafadas, esquecidas e jogadas pro outro em forma de queixas. Sim, reconheço meus erros. A vida retoma, o "eu" agora liberto permite que a aceitação de si para si se realize. Os acordos desalinhados agora já podem retomar sua direção. O entendimento dos próprios erros já torna possível que a vida siga seu prumo selado em paz. Aquela zona de conforto enebriada em queixas fizeram com q a minha carruagem se transformasse em abóbora. Fiquei ali parada fitando a encruzilhada, perdida na noite escura. Essa zona de conforto do eu iludido me cegava demais e enebriava um caminho possível. Sem amarras, sem ilusões já consigo descortinar as brumas. A noite já reluzida pela sua própria luz já me permite observar caminhos. Saio da queixa histérica. Saio da encruzilhada. Meus caminhos estão aqui bem a minha frente. Já posso seguir.