Me sinto meio bipolar. Hora super-bem, hora desfalecendo. Falo mal, choro e desabafo. Rio, fico leve e gozo. Sinto sim a minha vida mais leve e caminhando tranquila, mas tb sinto a falta dos bons momentos. Talvez seja por isso q recaio e entro numa de acreditar q tudo podia ser bom outra vez, talvez seja só uma fantasia minha. Jogo tarot, leio meu mapa astral, converso com terapeutas, filósofos e amigos. Tudo numa tentativa, que as vezes me parece vã, de encontrar "o" caminho a seguir. Sim, eu disse "o" caminho. É uma tentativa de encontrar o meu caminho e descobrir se vc ainda faz parte dele. Me sinto tola, me sinto fraca. Sei q posso caminhar sem vc, só não sei se quero. Só não sei se me iludo quando busco alternativas para te reencontrar. Me iludo criando o q vc pode vir a ser. O que eu posso ser. As vezes, acho q fico pressa nesse futuro do "eu iludido" pq nós de fato ainda não somos nada. Na verdade, nem sei o q sou. Muito menos o q vc é. Só sei do q vivemos. Das marcas e das aprendizagens q nosso caminhar nos permitiu. Só sei dessa encruzilhada em forma de cilada q nos metemos.
Sei q não quero ser a pessoa insegura, controladora. Mas, não posso te dizer q não mais serei. Sei q vc tb não deve querer ser a pessoa ausente q se tornou emocionalmente envolto em medos. E q certamente não sabe se poderia não sê-lo pra mim.
Sei é q estamos numa encruzilhada. Oras seguindo, oras recaindo. Mas sabe-se lá pra onde é q nós estamos seguimos individualmente.
Sei q nós dois caímos numa cilada (Edipiana?!). Talvez seja por isso q nos cegamos e anda a esmo perdido.
Meu desejo mais íntimo é q consigamos superar essa cilada e q possamos conviver de forma autêntica, q nos permitamos libertar nosso "eu" autênticos para nós mesmos.
E pro exército q faz coro, pros q estão em casa, exacerbando-se em julgamentos permeado por machismos e eu só deixo esse vídeo e digo "... a essa altura dos fatos nem fumaça tem cano de descarga". Só o amor liberta o "eu" autêntico q existe dentro de cada um de nós. Só a verdade é capaz de construir aprendizagens. Relacionar-se sem medo é entregar-se sem personagens. Pq o oposto de amor é medo e não ódio. Ódio é raiva, que do mesmo que vem vai. O medo não. O medo paralisa e nos jogo pra dentro do escuro das nossas dores mais íntimas e sombrias.
Então platéia não me julgue nem espere de mim atitudes sensatas pros seus pontos de vistas pessoais. Quem está no meu comando é o meu "eu" liberto e ele não conhece suas leis e regras. O que o guia são meus próprios desejos e valores. E pode ter certeza, são três, somente três sentimentos que me guiam, a sinceridade, o amor e a superação. Essas são as minhas palavras de ordem.
“Vitrine moderna” foi criado com o intuito de externar - publicar universalmente - as catarses de uma flâneur que transita pela multidão nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Ao leitor(a) nada é cobrado. Visite se quiser, comente se se sentir à vontade.
terça-feira, 28 de julho de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
Vou te dizer
Hj fecho a auto-exposição. A Avacanoeira aqui quer viver, chega de elaborar.
"Jatuarana, taiabucuPiracanjuba, peixe-mulher
Avacanoeiro quer viver"
Por um amor sem dúvidas (ou A importância do Não)
Sabe, tenho pensado demais nos meus defeitos e nos meus limites. Daí me pego dando-me conta do benefício da palavrinha "NÃO". "Não" é posicionamento e faz parte de qualquer postura de sinceridade. Quem tem medo do "não" teme assumir-se no mundo e pro mundo. Muitas vezes por medo de rejeição esquecemo-nos que o "não" é o que apresenta o seu limite. E quem não tem limites?To vendo que esse talvez seja o maior dos meus defeitos que me leva a ceder demais e entregar o que não tenho ou que tenho pouco.
Tava aqui ouvindo minhas músicas e deparo-me com a minha principal referência nesse quesito "Clube da Esquina" daí vejo mais uma vez como eu tava longe de mim mesma. De certo que ninguém é igual a ninguém, e acredito que por isso as relações são feitas de acordos e ajustes. Entregar-se é ser sincero consigo e com o outro.
Assim, sigo, guiando-me pelo que sou. Na eterna busca pela verdade, livrando-me cada vez mais dos medos que aprisionam. Minha força está em encontrar-me comigo mesmo e permitir-me a entrega espontânea. Por que ninguém é igual a ninguém. Ainda que a sociedade tente nos moldar. Ainda que os modelos alheios tentem nos aprisionar. Eros sempre vence, pra mim e pra você.
"O mundo capital
O marketing da aparência superficial
A contramão do amor
O fast-fode, o jato do alívio
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