“Vitrine moderna” foi criado com o intuito de externar - publicar universalmente - as catarses de uma flâneur que transita pela multidão nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Ao leitor(a) nada é cobrado. Visite se quiser, comente se se sentir à vontade.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Resposta
Quer saber de uma coisa, o mundo é muito maior do que eu e os meus pequenos problemas. Bora caminhar. A gente da muita importância a pessoas que se sentem o centro do mundo particular. Acaba por deixar de lado a vida que segue do lado de fora dos nossos muros. Quando me predisponho a amar quero muito mais que compromissos, quero além. Muito mais que um corpo em presença. Quero afeto, quero horizontes. Não me satisfaz quem olhe apenas pra mim, ou que toque somente o meu corpo. Esse papo todo de fidelidade conjugal é muito menor diante da lealdade que me proponho. Você pode até chamar isso de monogamia. Prefiro pensar como desaprisionamento de medos. O que quero é reciprocidade, é entrega. É afeto! Eu quero que olhes pro mundo. Mas veja que no terror das barbáries cotidianas tem com que contar. Alguém que te acompanha nos teus sonhos, nas tuas buscas mais íntimas de superação. E vê nos teus esforços um reencontro pra seguir sendo singular. Um ser autêntico na sua própria história. Sem essa de reprodução de outro "eu" vivido. Se o seu objetivo não é seguir sendo você mesmo, então se verá sempre perdendo oportunidades. Por que ainda não ganhou a si mesmo. Essa é a minha busca na minha caminhada diária. Busco a mim mesma. Busco a auto-superação. E quem quiser gostar de mim, eu sou assim(!) Me enjoa tudo que não se doa, tudo o que se esconde, tudo que se acovarda e foge.
"Eu quero sim, a loucura
O fogo da fantasia
Um precipício de aventura
A vida vindo como orgia
No ofício da procura
De todo dia."
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