“Vitrine moderna” foi criado com o intuito de externar - publicar universalmente - as catarses de uma flâneur que transita pela multidão nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Ao leitor(a) nada é cobrado. Visite se quiser, comente se se sentir à vontade.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Criando cores
Criando cores
Eu que já fui mais leve
hoje sem coro faço voz no choro
sem estilhaço ou fumaça
me desfaço no além-infinito
sem fingir que não mais quero
a companhia do estar alegre
a solidão do estar convicta
percebo outras conexões
outro partilhar
pra além das montanhas
tão longes
tão ingrimes
já não sei mais se quero
ou se toda a anunciação é tola
parca ou vazia
das cores ora ditas,
me meto no escuro
na solidão cinsa
sussurro todo o desconsolo
a agonia desse perceber-me
desconforta
mas me refaz, de novo.
WHEN I CANNOT SING MY HEART
I CAN ONLY SPEAK MY MIND, JULIA
I CAN ONLY SPEAK MY MIND, JULIA
(The Beatles)
Eu quis fazer um mundo diferente. Um mundo novo pra um novo homem, uma nova mulher. Construí uma torre no alto do pé de feijão. Pra que eu visse mais longe, além do horizonte. Aprendi a nadar pra navegar em outros mares, seguir por outras marés. Surfar na correnteza. Caminhar, correr... seguir, fugir pro possível e realizável. Segui pra viver longe do descompasso. No descontrole do afago, não da compaixão. Ainda procuro o caminho. Hoje me afaguei. Re-li a memória. É preciso estar só pra escultar a si mesmo. A voz pronunciada e não dita precisa resignificar toda a lembraça. Memória não parca, memória voraz. Não me satisfaz. Ficou no passado. Onde eu não moro. Meu rosto molhado não quer ver-te. Quero-te outra, quero-te tua, Julia
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