A boneca precisa de
facetas para encarar a obviedade das prisões sexuais. Essa
personalidade histerica ainda me surpreende com a sua capacidade de
mascarar o que não se esconde. Os planos de fuga da madame Bovary
que nunca se realizam. As opressões sexistas marcadas pelo desejo de
exercício do falo que não se tem. É realmente um incômodo muito
grande essa sensação do engano. Pra que tanto? Covardia! Odeio
cinismo. (Ar)cênico não é a solução. Eu entendi a comparação.
Aceito o desafio, o que sobra da reflexão? É, é pesado esse
amálgama de ternura disfarçado. Argh! Como não sentir inveja do
pênis?!
“Vitrine moderna” foi criado com o intuito de externar - publicar universalmente - as catarses de uma flâneur que transita pela multidão nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Ao leitor(a) nada é cobrado. Visite se quiser, comente se se sentir à vontade.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
"Tem dias que acordo meio assim, sei lá"
Daí, pego os escritos antigos. Revejo na memória o q se foi e o q fica, porque sempre fica alguma coisa... Desfaço algumas ideias, crio outras. Sigo sem explicações, com reflexões. Os corações, tenho muitos, estão dispostos, a face está serena. Sem embriaguez realizo-me mais uma vez, agora, desperta. Hoje não me recolho, porque não mais imponho-me as vendas com neblinas. Não desaguo no mar, mergulho. Com os olhos aberto vejo além dos reconvexos. E sigo, somente sigo... respiro e revivo, sem desafiar as ondas transito por elas, em companhia afagam-me e molham-me a alma. Preciso de mais que gotas. A chuva me molha, mas não me engole, não me mastiga devolvendo-me inteira. O mar devora-me a serenidade, satisfaz-me os desejos, invade as prisões e a destrói, com tamanha força, que já não mais vejo porque mantê-las.
Não sei quantas vezes fiz e realizei o mesmo trajeto. Desde menina. Hoje, busco outro lugares.
Não sei quantas vezes fiz e realizei o mesmo trajeto. Desde menina. Hoje, busco outro lugares.
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