Quando foi a ultima vez que eu saí de casa? Que me permiti o confronto? Sim, porque cada rosto que me observava representava um desafio.. quase um duelo cotidiano e rotineiro! Faces sombrias que me desafiavam a serenidade... Eu não tinha tantas vidas para me arriscar à roleta russa,! Eu não queria me desfazer da delicadeza!
As sobrancelhas esguias anunciavam a expressão de observação assustada! Por isso, eu ainda me cercava pelas paredes daquele apartamento frio, que se situava bem no centro da zona de horror do subúrbio. Quando me dei conta de que os dias haviam se arrastado percebi que o ano já estava no fim.
Eu ouvia os barulhos provocados pelo terror! Decidia a cada dia que passava, quase que involuntariamente, (pois eu nem bem percebia que era uma decisão) ficar em casa, enclausurada. Trancava as portas com todas as voltas que as chaves pudessem fazer. Fechava as janelas e as cortinas. Como se os vidros, sem lentes transitions, pudessem me trazer alguma proteção via observação de esguelha. Pra quê tantas crianças à caminhar pelas avenidas? Por quê vem e vão? Por quê andam sozinhas?
Eu me negava a participação comunitária,! Eu não me enxergava como um igual... Se bem, que pensando bem... eles, os que se defendiam da opressão nazista, também não viam em mim nada de particular que os fizessem cogitar a minha presença como algo essencial. Eu, portanto, estava entre, estava no intervalo! Não havia nada que categorizasse a minha presença como algo imprescindível. E, se pensarmos bem... quem é imprescindível nesse sistema?http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/fotos/2010/11/veja-fotos-dos-carros-incendiados-no-rio.html
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