“Vitrine moderna” foi criado com o intuito de externar - publicar universalmente - as catarses de uma flâneur que transita pela multidão nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Ao leitor(a) nada é cobrado. Visite se quiser, comente se se sentir à vontade.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Reencontro
Aos 33 anos me reconheci enquanto mãe. Passei por uma reviravolta na minha vida até perceber que podia exercer essa função sem medos. E retomar metas deixadas na cabeceira da cama, abafadas, esquecidas e jogadas pro outro em forma de queixas. Sim, reconheço meus erros. A vida retoma, o "eu" agora liberto permite que a aceitação de si para si se realize. Os acordos desalinhados agora já podem retomar sua direção. O entendimento dos próprios erros já torna possível que a vida siga seu prumo selado em paz. Aquela zona de conforto enebriada em queixas fizeram com q a minha carruagem se transformasse em abóbora. Fiquei ali parada fitando a encruzilhada, perdida na noite escura. Essa zona de conforto do eu iludido me cegava demais e enebriava um caminho possível. Sem amarras, sem ilusões já consigo descortinar as brumas. A noite já reluzida pela sua própria luz já me permite observar caminhos. Saio da queixa histérica. Saio da encruzilhada. Meus caminhos estão aqui bem a minha frente. Já posso seguir.
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