Sabe, algo mudou.
Você me pergunta: O quê?
Te respondo: Nada especificamente.
Você indaga: Será que alguma incursão reflexiziva traz à tona o sentimento subserviente.
Te respondo: Sim, mas não em sua profundeza.
Damos as mãos e caminhamos, ainda que sem direção. É cedo pra afirmar a hora e o lugar que se pretende nosso. É cedo pra dizer somos dois.
Sigo como se a sombra de nossos corpos não progetasse àquela direção.
Mas, digo novamente. “Mas”. Sei que devo ir, como dizem, caminhar é prosseguir.
Eis a sina dos pobres da matéria.
Ainda que só e diante da sensação do fracasso, devo ir.
Se você vem? Isso ainda não sei.
A decisão ainda é sua.
E eu vivo toda a reflexão póstuma.
Minha alma projetou o desejo de ausentar-se
e eu fiquei vagando, penúmbrana.
Sem abóboras silvestres e doce de laranjeira.
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