Nina me ensina a ser mulher! Me ensina a caminhar sem as patrulhas subjetivas! Me ensina a romper com esse moralismo que me abraça e também a descartá-lo! Sei que já não podes mais suportar a dor de romper as provas desse devir. Sei que tens mais razão do que gozo, e que nessa ocasião, preferível seria a realização do encontro. Nina, os caminhos que criei eu mesma destruí. O que posso fazer com tantos golpes que despejo contra mim? O que mais posso com a desmesura da mão que pesa, do dedo que aponta defeitos de si? Nina, há algo mais que quero: deixe-me só! Mas leve contigo todo esse cemitério, ronda da noite!
Olha, olha o que se aproxima! Não, Nina, não! Não quero mais, não mais isso! Leve, Nina! Leve pra fora. Arraste contido esse humor vazio, esses olhos marejados. Ôh, Nina! Vá, vá vá! Deixe-me, Nina! Deixe-me comigo mesma, com a areia, o cimento e os tijolos! Ainda há algo perdido que eu preciso encontrar: sozinha!
Eu preciso dizer:
"Há uma chama incendiando o meu coração
Finalmente, posso ver você claramente"
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