Já faz tempo q deixei esse mural sem exposição. Mas hj a vida pesou mais e resolvi retratar a existência do ego. Os conflitos diários, mastigados e entalados na mandíbula exacerbam a licitude das gastas e esgarçadas relações de poder. Ah, não. Não me questione sobre nada. Não me venha com aquela velha ideia da representação do fascismo e também não trague aquele velho nilismo já esfumaçado. Os salvadores marxistas não resgatam da esquina o bêbado com seu copo de cachaça sem dinheiro pra pagar a conta. Reich ou Marcuse poderão na ascensão da economia pós-guerra destacar a genialidade de Freud em suas elaborações sobre o prazer e o belo. Mas nem o Chapolin salvará a humanidade abismada das suas mesquinharias fetichistas.
Chapolin, taí uma ótima saída da representação do herói, o fracassado. De qq forma deixemos de lado o café e o cansaço, fiquemos só com o fracasso dessa ideia. Os malditos incompreendidos não chegaram de asas, com automóveis ou quaisquer outros apetrechos de foice e martelo. Bem aqui, no fundo desse abismo, os mercantilistas já nos apresentam a sua descoberta, seus alimentos transgênicos (sem genética) .
Não chegou o exército da salvação, nem o herói e nem o pai estenderão a mão. Agora somos só nós, só todos nós. E nesse emaranhados de promessas já nem temos mais os cantos das sereias. Até o papa se exonerou, também to fora. Não temos exemplos, só ficaram os modelos. Manequins da perfeição.
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