Resolvi ficar em casa. Alugar filmes, pensar na vida. Fuçar o lado de dentro. Hoje desmarquei as badalações, as andanças noturnas, os abraços dos colegas, a reunião militante e tudo o que pudesse me aproximar do que está do lado de fora.
Não quero assistir jornais, ler artigos... nada, nada externo pode me satisfazer. Conectando-me com o mundo somente a net. Mais uma forma de interação comigo mesma. Hoje somente permito as pesquisas sobre os assuntos de minha predileção. Hoje quero o meu próprio abraço, meu carinho e amor próprio. Quero as minhas músicas, os meus filmes e os meus livros.
Quero a minha própria leveza, que há tempos preservo do holocausto. Lidar com as misérias humanas, às vezes, nos embota o espírito. É disto que hoje me desfaço. Para o descarrego preciso estar só. Nada de farpas às pessoas queridas.
Esse final de semana me dedico a mim. Porque hoje quero preencher-me de mim até a alma. Nada de afogar-me em desejos e prazeres alheios. Perceber-se é um exercício mais que necessário em dias tão bárbaros. É recolhendo-nos que podemos aprimorarmo-nos em nossa capacidade de interação. É assim que esvazio o desgosto e a decepção para com o mundo. É assim que saio do caos.
Ciente do que quero, exijo! Dispersa só me desencontro e me contento com o que me é desnecessário.
Se hoje me refaço é para amanhã juntar-me as multidões. Nada ao contrário.
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