Sabe o que é? Me sinto como se um caminhão tivesse atropelado a minha trajetória geracional. E, um misto de inconformismo com insatisfação, provocado pelas feridas abertas naquele corpo sangrante, demonstrasse que não há nada que envergonhe do acovardamento. Será um ato de covardia não morrer de pé?
A capacidade de avaliação do caos operante apresenta a desventura de caminhos desaprisonadores. Não acredito em heróis, não valorizo heroísmo. Sim, sou maldita. E diante do provável, não, não regozijo-me, na análise geral fustro-me! Certa vez me disseram: o problema da nossa geração é que o capitalismo é capaz de absorver tudo que criamos, inclusive os protestos. Sim, talvez essa seja uma das questões. Pra mim, o centro da problemática está no fato dele (o capitalismo) ter se apropriado da nossa subjetividade. Percebo que a nossa maior dificuldade está em reinventar uma outra sociabilidade não baseada no valor mercantil como o aspecto central da vivência em coletividade.
Vejo o que deveria ser o meu semelhante consumindo felicidade. Aos meus olhares parece uma forçassão de prazer. Eles exageram na cena, parece que há um pouco de verdade, fato, mas, fica evidente que há um exagero na representação. É como se existisse uma necessidade de negar o caos instalado, como uma forma de auto-afirmação que diz: ainda é possível viver na ordem da mercadoria(!) Olha como depois de umas cervas tudo parece satisfatório. Eu comprei a minha dose de felicidade. E você, porque não bebe?
A capacidade de avaliação do caos operante apresenta a desventura de caminhos desaprisonadores. Não acredito em heróis, não valorizo heroísmo. Sim, sou maldita. E diante do provável, não, não regozijo-me, na análise geral fustro-me! Certa vez me disseram: o problema da nossa geração é que o capitalismo é capaz de absorver tudo que criamos, inclusive os protestos. Sim, talvez essa seja uma das questões. Pra mim, o centro da problemática está no fato dele (o capitalismo) ter se apropriado da nossa subjetividade. Percebo que a nossa maior dificuldade está em reinventar uma outra sociabilidade não baseada no valor mercantil como o aspecto central da vivência em coletividade.
Vejo o que deveria ser o meu semelhante consumindo felicidade. Aos meus olhares parece uma forçassão de prazer. Eles exageram na cena, parece que há um pouco de verdade, fato, mas, fica evidente que há um exagero na representação. É como se existisse uma necessidade de negar o caos instalado, como uma forma de auto-afirmação que diz: ainda é possível viver na ordem da mercadoria(!) Olha como depois de umas cervas tudo parece satisfatório. Eu comprei a minha dose de felicidade. E você, porque não bebe?
Eu mesma, eu fico é perdida. Desencontro-me e disperso sempre. A interrogação está na ordem do dia, é o general que põe o dedo na minha cara e desafia a minha paciência enquanto exibe seu 48. O caminhão que transportava os valores passou pela minha cabeça deixando pouca massa cefálica. Parece que o coração ficou intacto, mas, só parece. Porque, diante do caos, está mesmo é sobrecarregado de tanto ser incompreendido e pouco identificar-se com o que perambula e se apresenta pelo lado de fora.
Talvez eu seja só mais um Torquato no auge dos seus 28 anos.
http://www.torquatoneto.com.br/index_flash.htm
http://www.redutoliterario.hpg.ig.com.br/poesia/torquatoneto.htm
http://www.redutoliterario.hpg.ig.com.br/poesia/torquatoneto.htm
Torquato Neto - 16/11/71
Primeiro passo é tomar conta do espaço.
Tem espaço a bessa e só
você sabe o que o que pode fazer do seu.
Antes ocupe. Depois se vire.
Primeiro passo é tomar conta do espaço.
Tem espaço a bessa e só
você sabe o que o que pode fazer do seu.
Antes ocupe. Depois se vire.
Não se esqueça de que você está
cercado, olhe em volta e dê um rolê.
Cuidado com as imitações.
Imagine o verão em chamas e fique
sabendo que é por isso mesmo.
A hora do crime precede a hora da
vingança, e o espetáculo continua.
cada um na sua, silêncio.
Acredite na realidade e procure
as brechas que ela sempre deixa.
Leia o jornal, não tenha medo de
mim, fique sabendo: drenagem, dragas
e tratores pelo pântano. Acredite.
Poesia. Acredite na poesia e viva.
E viva ela. Morra por ela se você
se liga, mas por favor, não traia.
O poeta que trai sua poesia é um
infeliz completo e morto.
Resista, criatura.
Sínteses. Painéis. Afrescos. Repor-
tagens. Sínteses. Poesia. Posições.
Planos gerais. "O Close-up é uma
questão de amor". Amor.
Eu, pessoalmente, acredito em
Vampiros. O beijo frio, os dentes
quentes, um gosto de mel.
cercado, olhe em volta e dê um rolê.
Cuidado com as imitações.
Imagine o verão em chamas e fique
sabendo que é por isso mesmo.
A hora do crime precede a hora da
vingança, e o espetáculo continua.
cada um na sua, silêncio.
Acredite na realidade e procure
as brechas que ela sempre deixa.
Leia o jornal, não tenha medo de
mim, fique sabendo: drenagem, dragas
e tratores pelo pântano. Acredite.
Poesia. Acredite na poesia e viva.
E viva ela. Morra por ela se você
se liga, mas por favor, não traia.
O poeta que trai sua poesia é um
infeliz completo e morto.
Resista, criatura.
Sínteses. Painéis. Afrescos. Repor-
tagens. Sínteses. Poesia. Posições.
Planos gerais. "O Close-up é uma
questão de amor". Amor.
Eu, pessoalmente, acredito em
Vampiros. O beijo frio, os dentes
quentes, um gosto de mel.

Um comentário:
ja falei para vc sabrina
pare de tentar entender o mundo .
Aceite o como e
e compre logo sua procao de felicidade no bar da esquina , ou na igrejinha da praca . Mesmo q seja por apenas algumas horas , pois segunda feira a exploracao recomeca
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