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| Foto de Ivan Correa |
Apesar da exata origem não estar concluída, as evidências indicam mais e mais fortemente que o "Complexo Jesuíno", conhecido popularmente como "Complexo daquele que se acha Deus", é um severo transtorno de compreensão da realidade. As atuais evidências relativas às suas causas são um comportamento onde o indivíduo percebe o mundo como sua imagem e semelhança. A capacidade de compreensão e reflexão dos sentimentos alheios é quase inexistente, pois o que é do outro é pouco ou nada compreendido. Ou seja, para o ser complexado a diferenciação dos seus sentimentos para os sentimentos alheios é quase nula, posto que a capacidade de empatia está comprometida.
Esse tipo de complexo pode desenvolver-se gradualmente, de forma tão lenta que nem as pessoas próximas percebem que algo vai errado. Por outro lado há aqueles que desenvolvem o sintoma rapidamente, em questão de poucas semanas ou mesmo de dias. Ou seja, devido aos fatos dos sintomas aparecerem gradualmente, ao longo de meses, é sabido que a família e os amigos, que mantém contato freqüente, podem não notar nada. Sendo mais comum, portanto, que uma pessoa com contato espaçado por meses perceba melhor o seu desenvolvimento. Muitas vezes não há uma fronteira clara entre a fase inicial com comportamento anormal. A família pode considerar o comportamento como tendo passado dos limites, mas os mecanismos de defesa dos pais os impede muitas vezes de verem que o que está acontecendo.
A gravidade então não está tanto no diagnóstico: está mais no curso do seu desenvolvimento. Já que esse tipo de interação do indivíduo com a realidade é permeado por um embotamento da percepção.
* Atenção: para aqueles que acham que qualquer texto que é publicado na internet tem rigor científico. Deixo claro aqui, esse texto é um deboche! Esse é um blog de catarses e não de postagens pseudo-científicas. Para o leigo no assunto ou para uma melhor reflexão sobre as consequências das elaborações comportamentais pseudo-científicas extremistas indico a leitura do conto "O Alienista", de Machado de Assis. Para os que buscam elaboração teórica sobre assunto recomendo "A Função do Orgasmo", de Wilhem Reich.
Sobre a liberdade de ser...
Seres livres tem a sua capacidade criativa e de interação aguçada, melhor desenvolvida. Seres aprisionados em conceitos, também se aprisionam em comportamentos. Reproduzem a lógica e os devaneios de um sistema que corrompe e limita a elaboração criativa. Reproduzir é fácil e cômodo porque pressupõe a condução de um modelo, gera preconceitos. E, no limite, ditaduras.
Não se engane. O modo de produção em que se vive também forma subjetividades. No caso do modo de produção em que vivemos, o capitalismo, subjetividades opressoras e oprimidas. Hipócritas. Mentirosas.
Não se deixe enganar por teorias medíocres, que se pressupõe inequívocas. Reflita, interaja, perceba e descubra que a forma de sentir prazer em ser e estar no mundo como sujeito não é unívoca. Descubra a sua e respeite a alheia!
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| bjr em 20 fev 2007 : http://obviousmag.org/archives/2007/02/topless_nas_rua.html |
Eu não luto por ditaduras! Movimento-me mesmo é pela liberdade!


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