Boa noite!
Eu nunca sei muito bem como começar um texto. Vim sem perspectivas hj. É bom escrever sem a preocupação de estar sendo analisada. É bom ser livre. Né mesmo?! Gosto do anonimato. Gosto de não ser objeto dê. Que tem dê. Que precisa dê. Eu gosto da não obrigatoriedade das coisas. Valorizo aquilo que não se força e não ofusca.
Há tempos estou querendo escrever sobre os dias nublados. Das noites de inverno. Gosto destes dias e, particularmente, destas noites. Sentir aquele friozinho ventilando o rosto gelado. Admirar aquele sol que se deita rosado. Eu gosto dos dias amenos, frescos e do céu em brasa mormente, como uma obra de arte que nos toca intuitivamente. Despretensiosa. O inverno pra mim é assim. Seu frio me aconchega. Seu vento me acolhe. Seus sóis me revigora.
Gosto da sua presença tímida, que chega sem se anunciar. Que nos envolve sem pesar sobre a nossa derme. Trazendo lembranças das tardes em que os cabelos precisavam de elásticos. Mas que bastava um casaco pra continuar a brincadeira. A fogueira à noite vinha como uma ideia e as consequências disto eram somente batatas-doces quentes e assadas. Sim, como são bons os dias cinzentos. Agradáveis e delicados. Tem coisa mais gostosa do que pessoas assim? Chegam sem aviso. Se põe. Quando menos percebemos já estão lá sendo, desnecessariamente, tudo o que não imaginávamos que precisávamos.
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